Nunca escrevi nenhum poema, mas sempre que vejo um poema do romantismo procuro lê-lo. Sempre me identifiquei com essa escola artística, porque ela foi a única que conseguiu (em minha concepção) passar a verdadeira face humana a limpo... Para mim foi um momento de reflexão, onde as pessoas pararam para expressar o sofrimento e a dor de forma sublime e verdadeira, na loucura de versos e palavras.

Procurei por um milhão de lugares
Vasculhei as encruzilhadas da mente
Caí sobre espinhos e me levantei
Limpando as lágrimas do rosto e o sangue
Caminhei forçosamente pelos trilhos do trem
Eles não me levaram para lugar algum
Além daquele túnel escuro
Sozinha apoiei-me nas paredes frias
A cada passo lento eu achei que iria cair de novo
e de novo...
As sombras seguindo os pés descalços
Esperava encontrar algo ao passo final
O algo não estava lá
Havia apenas restos
Cacos de um coração
E o vestígio de uma Luz...
“A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança.”
(Augusto dos Anjos)
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