quarta-feira, 20 de abril de 2011

Romantismo

Nunca escrevi nenhum poema, mas sempre que vejo um poema do romantismo procuro lê-lo. Sempre me identifiquei com essa escola artística, porque ela foi a única que conseguiu (em minha concepção) passar a verdadeira face humana a limpo... Para mim foi um momento de reflexão, onde as pessoas pararam para expressar o sofrimento e a dor de forma sublime e verdadeira, na loucura de versos e palavras.

Procurei por um milhão de lugares

Vasculhei as encruzilhadas da mente

Caí sobre espinhos e me levantei

Limpando as lágrimas do rosto e o sangue

Caminhei forçosamente pelos trilhos do trem

Eles não me levaram para lugar algum

Além daquele túnel escuro

Sozinha apoiei-me nas paredes frias

A cada passo lento eu achei que iria cair de novo

e de novo...

As sombras seguindo os pés descalços

Esperava encontrar algo ao passo final

O algo não estava lá

Havia apenas restos

Cacos de um coração

E o vestígio de uma Luz...

> Palavras de alguém que deseja que este poema tenha um final menos doloroso.


“A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança.”

(Augusto dos Anjos)

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