quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Calmaria



Logo após a tormenta sempre vem a calmaria...


Bom ontem eu fiz o que me propus a fazer: ajoelhar e orar... Eu precisava de paz e a recebi, foi como se de repente tudo voltasse para o lugar certo e a tempestade e o vento forte cessassem.


Foi fechar os olhos e ser envolvida por calor primaveril... com aquela brisa tranqüila. Ele estava ali, arrumando a casa e fazendo sua morada. Pois onde o Pai habita não há tormenta... : "Por um breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias te recolherei"


Até mesmo o mais fiel cristão passa por dias de confusão... acho. Só não esquecer que Ele esta aqui, basta chamá-Lo.


> Palavras de alguém

Shadowfeet - Brooke Fraser

Walking, stumbling on these shadowfeet

Toward home, a land that I've never seen

I am changing

Less and less asleep

Made of different stuff than when I began

And I have sensed it all along

Fast approaching is the day


When the world has fallen out from under me

I'll be found in you, still standing

When the sky rolls up and mountains fall on their knees

When time and space are through

I'll be found in you


There's distraction buzzing in my head

Saying in the shadows it's easier to stay

But I've heard rumours of true reality

Whispers of a well-lit way


When the world has fallen out from under me

I'll be found in you, still standing

When the sky rolls up and mountains fall on their knees

When time and space are through

I'll be found in you


You make all things new


When the world has fallen out from under me

I'll be found in you, still standing

When the sky rolls up and mountains fall on their knees

When time and space are through

I'll be found in you


When the world has fallen out from under me

I'll be found in you, still standing

Every fear and accusation under my feet

When time and space are through

I'll be found in you

When time and space are through

I'll be found in you

When time and space are through

I'll be found in you

Shadowfeet (tradução) - Brooke Fraser

Andando, tropeçando nessas pegadas

A caminho de casa,um lugar eu nunca vi

Estou mudando, cada vez menos sonolenta

Feita de coisas diferentes de quando comecei

E tenho tido essa sensaçãoo tempo todo

O dia aproxima-se rapidamente


Refrão:

Quando o Mundo desaparaecer por baixo de mim

Estarei firme em Ti, ainda de pé.

Quando os Céus caírem e as montanhas prostrarem-se

Quando Tempo e Espaço acabarem

Estarei firme em Ti.


Há distração zunindo em minha cabeça

Dizendo que é mais fácil ficar nas sombras

Mas eu ouvi rumores da verdadeira realidade

Sussurros de um caminho bem iluminado


Refrão:

Quando o Mundo desaparaecer por baixo de mim

Estarei firme em Ti, ainda de pé.

Quando os Céus caírem e as montanhas prostrarem-se

Quando Tempo e Espaço acabarem

Estarei firme em Ti.


Tu fazes novas todas as coisas 5x


Quando o Mundo desaparaecer por baixo de mim

Estarei firme em Ti, ainda de pé.

Todos os Medos e Acusações debaixo de meus Pés


Quando Tempo e Espaço acabarem 3x


Estarei firme em Ti. 4x


http://www.vagalume.com.br/brooke-fraser/shadow-feet-traducao.html

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Tormenta


As tempestades das tardes de verão parecem estranhamente com o que há dentro de mim agora.

Não sei leitor se você já sentiu que havia tudo dentro de você, menos paz... e você quisesse por a “casa” em ordem e não conseguisse, porque faltam mãos ali pra te ajudarem... É como estar dentro de um barco no mar de ondas agitadas, sem nenhum lugar pra segurar...

Só que esta tudo dentro de mim! Essa é a pior parte porque é perturbador e completamente desorganizado... Não há ninguém ali além da minha própria imagem embaçada.

Acho que preciso de um tempo para me sentar a mesa com minha própria loucura. Porque acho meio difícil nesse momento alguém me ajudar a organizar as coisas... Em muitas coisas eu me sinto bem, sabe... mas tem outras que eu não sei administrar e acabo com uma das coisas que eu mais odeio em mim mesma: aucomiseração.

As vezes eu queria sumir por um tempo e deixar que meus pés me levassem pra qualquer lugar longe de mim mesma , mas sei que não dá!Não dá! Eu sou chata, egocêntrica e uma idiota. Perco tempo escrevendo sobre a minha próprio vida patética, em um blog patético!Quando eu poderia estar usando meus dedos pra digitar coisas que construíssem algo na vida de outras pessoas. Ah eu me odeio as vezes...

Eu só quero que a tormenta passe logo e que venha a calmaria... preciso de um minuto.

Ø Palavras de quem vai se ajoelhar e orar.

“Calima deu um tempo a si mesma.

A moça olhou para o espelho, ele refletiu a tez pálida, os cabelos volumosos presos num coque,os lábios rosados, os óculos de armação preta...

Sorriu para si mesma. Sorriso que não expressava absolutamente nada. Digo nada, porque com ele não vinha qualquer tipo de emoção.

Tinha escrito durante horas, o dia inteiro... As mãos e os pulsos estavam doloridos, os dedos sujos de nanquim e sua parecia ter acabado de acordar depois de encher a cara de vinho.”

(Fragmento do livro “Destino Inevitável” (Calima). Autora: Fernanda Maria da Silva)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

DEVANEIO



Eu estava pensando (realmente eu penso demais) sobre as coisas que me aconteceram para eu chegar aqui, estar onde estou, olhar o mundo como olho, ter um sorriso no rosto, mostrar minhas capacidades e auto valorizar POSITIVAMENTE a pessoa que me tornei... Pensar que muitas coisas poderiam ter acontecido antes, mas agora elas aconteceram. Tempo certo.
Por alguns minutos eu entrei em devaneio, foi estranho passar aquele tempo sem saber se eram sonhos ou apenas pensamentos da minha mente em transe, o mais interessante era que eu apenas estava deitada olhando o teto escuro, em um silencio estranho e vagando naquela terra de realidade e ilusões.
Já me aconteceu isso várias vezes, às vezes eram apenas alguns segundos, outras vezes oras a fio...
Não se deixe levar pelos seus devaneios, eles são necessários as vezes, mas não deixe que eles te prendam no mundo das fantasias inconstantes.. a realidade existe para ser vivida, por mais que muitas vezes queiramos apenas acordar e permanecer deitados. Não torne as criações da sua mente a sua realidade, deixe que te puxem para a realidade da vida... Sinta o mundo do jeito que ele é, converse com as pessoas, ajude-as, encontre seu lugar, ande pelo caminho, Deus sabe do que você precisa aqui das suas necessidades como a criação Dele.
Ele sabe sobre as suas falhas e sobre o que você almeja, dê os passos, mas segure na mão de quem irá te levar a vitória. Não caia nos seu devaneio sem ter Alguém que te resgate.

>Palavras de alguém que muitas vezes foi resgatada por Deus. Obrigada Pai.


“Lembrou-se de quando era pequena, das brincadeiras solitárias, de como estranhamente as pessoas a olhavam... Mas não tinha lembranças de antes disso, era como se sua vida houvesse começado naquela charneca, deitada e sozinha no chão, parecendo que o estranho ocorrera indubitavelmente.
Naquela grama molhada se via com um vestido vermelho, que mal cobria o corpo pequeno, mas que agora lhe servia perfeitamente, porém ela nunca o usou e talvez nunca o usaria.
[...]
Pensava em todas as coisas como suas primeiras possibilidades da vida, porém lá em seu intimo havia uma faísca de esperança bastava um suave sopro pra que ela se acendesse, ou pelo menos aquecesse um pouco seu coração gélido.
Frio...
Um vento forte agita sua capa negra.
Frio...
As nuvens se movimentam para o norte.
Frio...
O coração convertera-se em uma pedra de gelo.
Parou e apreciou a beleza daquele momento, quando os humanos prestariam atenção naquela beleza? Quando se pegariam olhando para o céu e apreciando o som do chacoalhar das folhas pelo vento? Quando iriam parar por um minuto e escutar o som da própria voz, do próprio coração, da alma?
Ela não sabia, mas pensava nisso também confirmando que mesmo ela às vezes não escutava a si mesma.
Parou e olhou para o nada que a perseguia. Foram alguns minutos intermináveis em meio ao vazio. Dias melhores viriam? Ela não sabia e estava preocupada com isso, mas o futuro não lhe pertencia não substancialmente...
[...]
Quando ela escrevia ficava minutos a fio tentando imaginar uma vida melhor que a sua, onde suas personagens seriam felizes e encontrariam alguém para amar, aquilo lhe fazia fugir da realidade de ser quem era, lhe fazia vibrar de emoção por coisas que nunca viveria, lhe fazia esquecer... ou se lembrar.
[...]
Cansada deitou na grama a sombra de uma árvore imensa, olhando para as folhas e o céu parecia que ela nada podia ver, estava sendo cegada por suas próprias lágrimas de dor. Aquele parecia mais um momento dos muitos que ela havia vivido, o momento em que se deitava no chão gélido da casa e olhava pro teto tentando imaginar o amanhã, rindo com conversas que não aconteceriam, chorando por um passado que não voltaria.
O coração batia tão forte, que parecia não ser seu, sabia que aquilo não era bom e que só anunciava mais lágrimas.
[...]
O silêncio proporcionou-lhe uma vitória: ouvir o som de seu coração batendo em ritmo lento e ao mesmo tempo apertado.
Vida, a divina vida... pensou com um sorriso triste e sincero.
Era quase uma melodia ao ressoar de uma orquestra, era um momento marcante e aterrador.”
(Fragmento do livro “Destino Inevitável (Calima)”. Autora: Fernanda Maria da Silva)